BC reduz Selic para 14,75% e alivia crédito em SC
Apesar da redução, o crédito ainda segue caro no país. A manutenção de juros altos é uma estratégia para impedir que os preços voltem...
O Banco Central decidiu reduzir a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual, fixando-a em 14,75% ao ano. A medida atual marca o início de um ciclo de cortes para ajustar a economia nacional frente à queda da inflação e afeta diretamente Santa Catarina, onde o setor produtivo e as famílias aguardam o barateamento dos financiamentos para retomar o consumo e os investimentos.
Apesar da redução, o crédito ainda segue caro no país. A manutenção de juros altos é uma estratégia para frear a economia e impedir que os preços voltem a subir, especialmente devido aos altos gastos públicos do governo federal. Para o ex-diretor do Banco Central, Reinaldo Le Grazie, a instituição acertou ao não ceder às pressões, agindo com tranquilidade em meio às incertezas da economia global.
Em vez de um afrouxamento rápido, o movimento atual é visto por especialistas como um ajuste fino. Como a inflação caiu recentemente, o peso real dos juros sobre a economia havia aumentado. O pequeno corte serve para equilibrar essa balança sem gerar sobressaltos no mercado financeiro.
Para as próximas reuniões do comitê econômico, a expectativa é de que o ritmo de quedas seja acelerado. A projeção de Le Grazie é que os próximos cortes sejam de 0,5 ponto percentual, o que levaria a taxa Selic a um patamar próximo de 12% ao ano entre novembro e dezembro.
O cenário de alívio progressivo nos juros brasileiros deve continuar mesmo sem a ajuda do mercado externo. Ainda que os Estados Unidos decidam não baixar suas próprias taxas nos próximos anos, a grande diferença de rentabilidade entre os dois países garante ao Brasil — e, por consequência, ao mercado catarinense — uma margem segura para seguir diminuindo a Selic e estimulando a economia local.
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